Dentre todos os meses do ano, dezembro é o mais favorável para o comércio em termos de volume de vendas. Além do pagamento do décimo terceiro salário, que, em 2012 deve injetar R$ 131 bilhões na economia, o Natal, data comemorativa mais relevante para o varejo, faz com que na média o faturamento mensal das lojas cresça mais de 50% quando comparado à média do período janeiro-novembro.
Não apenas o fator sazonal, mas também as evoluções recentes dos condicionantes do consumo permitem projetar um crescimento significativo das vendas em 2012. A pesquisa mensal de emprego (PME) do IBGE, por exemplo, tem apresentado seguidamente desemprego em patamares historicamente baixos e alta de 4,3% no rendimento real das pessoas ocupadas no acumulado dos últimos doze meses, levando a massa de rendimentos a crescer 6,5%.
Além disso, a média diária de concessão de crédito ao consumidor acusou elevação nominal de 8,7%, segundo Banco Central. A atual taxa média praticada no crédito às pessoas físicas (35,8% ao ano) é 10 pontos percentuais menor do que aquela verificada há doze meses, ao passo que o prazo médio de quitação (617 dias) também é recorde nos últimos dez anos.
A partir de projeções de alta de 6,0% tanto para a massa real de rendimentos quanto para o crédito ao consumidor em 2012, pode-se esperar um avanço de 6,5% nas vendas de Natal deste ano sobre o do ano anterior. Confirmado este quadro e levando em conta informações das pesquisas anual do comércio do IBGE, as vendas do varejo brasileiro em dezembro somariam R$ 112,9 bilhões, dos quais R$ 33,1 bilhões decorreriam exclusivamente das vendas natalinas.
Embora o impacto do feriado de 25 de dezembro sobre as vendas do varejo seja evidente, ele não ocorre de forma homogênea. Dos ramos que compõem o varejo, os artigos de vestuário são, de longe, os que mais se destacam nessa época do ano. Em dezembro, o faturamento destas lojas mais do que dobra (alta de 120%) quando comparado à média dos demais meses do ano.
Considerando apenas as vendas de Natal, 30% (R$ 10,1 bilhões) do faturamento do varejo, virá das lojas de vestuário e calçados. Em seguida deve vir o ramo de hiper e supermercados, respondendo por 28% (R$ 9,4 bilhões) do total, os eletroeletrônicos com 15% (R$ 4,9 bilhões, finalmente, móveis e eletrodomésticos com 14% (R$ 4,6 bilhões). Juntos, e ramos do varejo responderão por das vendas natalinas.
O padrão de vendas, naturalmente reflete no de contratações temporárias do varejo. A forte oscilação sazonal nas vendas estimula a contratação treinamento de mão de obra nos 1 meses que antecedem o pico do seu faturamento anual. Diante da necessidade de atender ao crescimento mais abrupto da demanda, estes ramos de atividades tendem a liderar a busca por reforço pessoal temporário.
Do total da contratação para as vem de final de ano no varejo, 53,5 mil c postos (47,2% do total) deverão ocorrer nas lojas de artigos de vestuário (calçados. Somadas as contratações ramos de hiper e supermercados e móveis e eletrodomésticos, 75,8% contratação temporária do varejo dará nestes três setores. As vendas fim de ano devem gerar 128 mil posto de trabalho no comércio varejista e atacadista, 3,1% a mais do que no mesmo período do ano passado.