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Confiança do empresário cai 2,3% no trimestre
4/9/2012 - 15:38 - ( Geral )

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) apresentou queda de 2,3% no trimestre finalizado em julho, em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados mensais e interanuais apresentaram forte queda. O lcec caiu 7,9% na comparação com o mês anterior

9,1% em relação ao mês de julho de 2011. O resultado negativo foi influenciado principalmente por uma deterioração nas condições atuais do empresário do setor, que recuaram 11,1% no trimestre e 14,9% na comparação com o mês anterior, além de terem despencado 23,3% em relação ao mês de julho de 2011.

A queda na confiança do comerciante se deu de forma generalizada em todas as regiões do País, e reflete uma percepção desfavorável do empresário do comércio em relação ao desempenho da economia brasileira, assim como do setor varejista. Entretanto, o Tcec ainda está acima dos 100 pontos, indicando que o empresário do comércio permanece confiante. Apesar de o subíndice de condições atuais estar abaixo dos 100 pontos, as expectativas dos comerciantes continuam elevadas. O subíndice de expectativas ainda registra 148,8 pontos — um patamar bastante favorável. Na avaliação por tamanho, nas empresas de maior porte, ou seja, aquelas com mais de 50 funcionários, o nível de confiança caiu 10,2% em relação a junho e 10,3% em relação ao ano anterior, fechando o mês de julho com 130,7 pontos. Nas empresas de menor porte, o nível de confiança apresentou queda de 7,9% em relação ao mês anterior e de 9% na comparação interanual, com 115,4 pontos.

Dentre os três subíndices que compõem o Icec, aquele que avalia as condições atuais, o Indice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), apresentou retração tanto na comparação mensal (-14,9%) como na comparação anual (-23,3%) e na trimestral (-11,1%). A comparação com o mês de julho mostrou quedas nas condições atuais da economia (-14,4%), do setor (-11,9%)

da empresa (-17,7%). Da mesma forma, o resultado em relação ao ano anterior foi influenciado por quedas de 23,6%, 23,1% e 23,2% na percepção dos comerciantes em relação às condições atuais da economia, do setor varejista e de sua própria empresa, respectivamente.

Além disso, as variações trimestrais negativas mostraram que a confiança do empresário vem mostrando trajetória declinante. No trimestre findo em julho, as condições atuais da economia caíram 11,8%, do setor, 12,2%, e da empresa, 9,7%.

O menor ímpeto atual da economia brasileira está se refletindo de forma bastante clara na queda da percepção do empresário em relação ao desempenho desta, assim como do setor varejista. Os dados mostram pessimismo do comerciante tanto em relação ao momento atual da economia quanto em relação ao momento do setor varejista, ambos bastante abaixo dos 100 pontos.

Esses dados corroboram o cenário de maior taxa de inadimplência e depreciação da taxa de câmbio vivido pela economia do País. Se, por um lado, a maior inadimplência reflete certa euforia na concessão de crédito no passado, a moeda brasileira vem enfrentando significativa depreciação no ano de 2012. O fator cambial decorre do agravamento da crise da dívida nos países desenvolvidos, assim como da queda nos preços das commodities, que faz com que um menor volume de capitais ingresse no País.

Expectativas (IEEC): nível de expectativas continua favorável, apesar da queda O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) apresentou queda de 5,6% em relação ao ano anterior. O resultado foi influenciado principalmente pelo recuo nas expectativas dos empresários em relação à economia (-3,1%), ao setor varejista (-5,8%) e à sua própria empresa (-7,6%).

Na comparação mensal, as expectativas caíram 8%, mas ainda permanecem em patamares bastante favoráveis (148,8 pontos), mostrando que o empresário do comércio permanece confiante em relação ao futuro tanto da economia brasileira (143,4 pontos) quanto do setor varejista (147,6 pontos) e de sua própria empresa (155,3 pontos).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (maio a julho), as expectativas mostram elevação, sinalizando uma tendência positiva que deve ser concretizada nos últimos meses do ano, quando as vendas no varejo aumentam de forma significativa.

Fonte : CNC NOTICIAS    Autor : CNC NOTICIAS

 

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