Depois de se beneficiarem com a expansão da renda média dos brasileiros nos últimos anos, as empresas de varejo estão ajustando processos internos para conseguir crescer em um ambiente econômico mais desafiador. Redução de despesas, aposta em novos nichos de mercado e o aumento da participação do crediário foram algumas das estratégias usadas pelas companhias ao longo do primeiro semestre, quando empresas como Lojas Renner, Pão de Açúcar e Natura apresentaram lucros menores na comparação anual.
A movimentação das redes acontece em um momento de clara mudança no apetite do consumidor. Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou alta de 3% nas vendas do varejo no primeiro semestre, menor avanço desde o segundo semestre de 2005. A expansão foi guiada pelo comércio de combustíveis e lubrificantes, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que identificou desaceleração sobretudo nos setores de vestuário, móveis, papelaria e supermercados.