Com o impacto da inflação na renda do consumidor, a queda de confiança e os reflexos dos protestos das últimas semanas, o varejo já considera "comprometido" o resultado das vendas esperadas para este mês e agosto.
A previsão é do presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), Flávio Rocha, que representa 42 empresas do setor. Entre elas varejistas de alimentos, eletrodomésticos, material de construção, móveis e vestuário.
"Nosso índice antecedente de vendas, que previa forte recuperação em julho e agosto, já fica ameaçado ante esse novo cenário", afirma o executivo, que comanda também a Riachuelo. Apesar de considerar pontuais as consequências das manifestações, Rocha diz que as lojas "sentiram o impacto". "Não ficaram o tempo todo abertas. E quando funcionaram, sentiram a queda na confiança do consumidor."