O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do PIB, subiu 0,22% em abril sobre março, informou o BC nesta sexta-feira, juntamente com uma forte revisão em meses anteriores que elevou a expansão do primeiro trimestre para 0,49%.
Economistas ouvidos pela Reuters previam alta de 0,20% em abril, segundo a mediana de dez estimativas.
A principal revisão ocorreu em fevereiro. Com os novos números divulgados pelo BC, o segundo mês do ano, que mostrava queda de 0,38% na atividade, segundo os dados divulgados em maio, agora passou a um crescimento de 0,56%.
Pelos dados informados em maio, o IBC-Br mostrava uma expansão de 0,15% no primeiro trimestre sobre o quarto trimestre de 2011.
Apesar da forte mudança no primeiro trimestre, o acumulado em 12 meses até abril ficou em 1,55%, praticamente repetindo o acumulado em 12 meses até março divulgado no mês passado.
O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia - serviços, indústria e agropecuária.
No início do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,2% no primeiro trimestre do ano em comparação com os últimos três meses de 2011.
Embora a expectativa seja de que a economia brasileira consiga ganhar algum ímpeto no segundo trimestre, o lento ritmo da atividade preocupa o governo e os agentes econômicos, principalmente depois do anúncio pelo IBGE do fraco crescimento entre janeiro e fevereiro, abaixo das expectativas.
A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já abandonou a previsão inicial de crescimento de 4,5% do PIB para este ano e fala em algo em torno de 3%.
O mercado é mais pessimista e projeta uma expansão neste ano abaixo dos 2,7% vistos no ano passado. No último relatório Focus do Banco Central, analistas reduziram a previsão de crescimento do PIB em 2012 pela quinta semana seguida, para 2,53%.
A produção industrial, que registrou a segunda queda seguida em abril ao recuar 0,2% frente a março, ajuda a reforçar esse pessimismo.
Diante desse cenário, governo vem procurando estimular a economia e o BC segue reduzindo a taxa básica de juros - desde agosto passado ela já foi cortada em 4 pontos percentuais, para a mínima recorde de 8,50% ao ano.